Entenda o período fértil, prepare o organismo, aumente as chances de concepção e saiba quando procurar ajuda médica
Engravidar parece um processo simples: o espermatozoide encontra o óvulo, ocorre a fecundação e uma nova gestação começa. Na prática, porém, a concepção depende de uma sequência complexa de acontecimentos biológicos.
É necessário que exista ovulação, que as trompas estejam funcionais, que o sêmen contenha espermatozoides em quantidade e qualidade adequadas, que as relações ocorram dentro da janela fértil e que o embrião consiga se implantar no útero.
Por isso, mesmo quando não existe nenhuma alteração aparente, a gravidez pode não acontecer imediatamente.
A espera costuma trazer dúvidas:
- Qual é o melhor dia para ter relação?
- É preciso ter relações todos os dias?
- Aplicativos de ciclo menstrual são confiáveis?
- Existem alimentos ou posições que ajudam?
- Quando a demora deixa de ser normal?
- Quais exames o casal deve realizar?
- A idade realmente interfere tanto?
- Ansiedade pode impedir uma gravidez?
Este guia apresenta uma visão completa, prática e baseada em evidências sobre como engravidar, quais fatores interferem na fertilidade e quais atitudes realmente podem ajudar uma pessoa ou um casal tentante.
Aviso importante: este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento médico. Medicamentos, hormônios, vitaminas em doses elevadas e tratamentos de fertilidade devem ser utilizados somente com acompanhamento profissional.
Sumário
- Como uma gravidez acontece
- Quanto tempo é normal demorar para engravidar
- Como identificar o período fértil
- Qual é a melhor frequência de relações
- Preparação pré-concepcional
- Ácido fólico e outros suplementos
- Alimentação e fertilidade
- Peso corporal, atividade física e sono
- Hábitos que podem prejudicar a fertilidade
- Fertilidade feminina e idade
- Fertilidade masculina
- Condições que podem dificultar a gravidez
- Exames utilizados na investigação
- Tratamentos disponíveis
- Mitos sobre como engravidar
- Plano de ação para tentantes
- Quando procurar ajuda médica
- Perguntas frequentes
- Glossário
- Resumo executivo
1. Como uma gravidez acontece
Para que uma gestação se inicie, diferentes etapas precisam ocorrer na ordem adequada.
O processo básico da concepção
- Um folículo ovariano amadurece.
- O ovário libera um óvulo durante a ovulação.
- O óvulo é captado por uma das trompas.
- Espermatozoides entram pelo colo do útero e percorrem o sistema reprodutivo.
- Um espermatozoide fecunda o óvulo, geralmente na trompa.
- O embrião começa a se dividir.
- Ele se desloca até o útero.
- Ocorre a implantação no endométrio.
- O organismo passa a produzir o hormônio hCG.
- A gestação pode ser identificada por um teste.
Fluxograma da concepção
Ovulação
↓
Relação durante a janela fértil
↓
Sobrevivência dos espermatozoides
↓
Fecundação na trompa
↓
Desenvolvimento inicial do embrião
↓
Deslocamento até o útero
↓
Implantação no endométrio
↓
Produção de hCG
↓
Teste de gravidez positivo
Por que a gravidez não acontece em todas as tentativas?
Mesmo em pessoas jovens e aparentemente saudáveis, nem todo ciclo menstrual resulta em gestação. Podem ocorrer situações como:
- ausência de ovulação;
- relação fora do período fértil;
- alterações temporárias na qualidade do sêmen;
- falha na fecundação;
- interrupção muito precoce do desenvolvimento embrionário;
- falha na implantação;
- alterações cromossômicas do embrião.
Isso significa que um teste negativo em um ou alguns ciclos não comprova infertilidade.
Resumo do capítulo
A gravidez depende do funcionamento conjunto dos ovários, trompas, útero, hormônios e espermatozoides. Não existe um único fator responsável pela concepção.
2. Quanto tempo é normal demorar para engravidar?
O tempo necessário varia de acordo com idade, frequência das relações, regularidade da ovulação, qualidade seminal e histórico de saúde.
A Organização Mundial da Saúde define a infertilidade como uma doença do sistema reprodutivo caracterizada pela ausência de gravidez após 12 meses ou mais de relações regulares e sem contracepção. Estima-se que aproximadamente uma em cada seis pessoas enfrente infertilidade ao longo da vida. (Organização Mundial da Saúde)
Quando iniciar uma investigação?
| Situação | Orientação geral |
|---|---|
| Mulher com menos de 35 anos, sem fatores de risco | Investigar após 12 meses de tentativas |
| Mulher entre 35 e 40 anos | Investigar após 6 meses |
| Mulher acima de 40 anos | Procurar avaliação mais rapidamente |
| Ciclos muito irregulares ou ausência de menstruação | Não é necessário aguardar |
| Suspeita de endometriose ou alteração tubária | Avaliação precoce |
| Histórico de quimioterapia ou radioterapia | Avaliação precoce |
| Alteração testicular ou espermograma anormal | Avaliação precoce |
| Perdas gestacionais recorrentes | Avaliação médica individualizada |
A Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva recomenda iniciar a avaliação após 12 meses quando a mulher tem menos de 35 anos, após seis meses a partir dos 35 anos e mais imediatamente quando ela tem mais de 40 anos ou apresenta fatores de risco conhecidos. (Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva)
Atenção
O prazo de 12 meses não significa que uma pessoa precise obrigatoriamente esperar um ano para conversar com um ginecologista. Uma consulta pré-concepcional pode ser realizada antes mesmo do início das tentativas.
3. Como identificar o período fértil
O período fértil não corresponde apenas ao dia da ovulação.
Os espermatozoides podem permanecer viáveis durante alguns dias no sistema reprodutivo feminino. O óvulo, por outro lado, permanece disponível para fecundação por um período relativamente curto depois de ser liberado.
Por isso, a maior probabilidade de concepção está concentrada nos dias que antecedem a ovulação e no próprio dia em que ela ocorre.
O Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas considera especialmente férteis os três a quatro dias anteriores à ovulação. Relações a cada um ou dois dias durante essa janela estão associadas às maiores taxas de gravidez. (ACOG)
Como estimar a ovulação pelo ciclo menstrual
Em ciclos regulares, a ovulação costuma acontecer aproximadamente 12 a 16 dias antes da próxima menstruação.
Ela não acontece obrigatoriamente no 14º dia.
Exemplos aproximados
| Duração habitual do ciclo | Ovulação estimada | Janela fértil aproximada |
|---|---|---|
| 24 dias | 10º dia | 6º ao 11º dia |
| 26 dias | 12º dia | 8º ao 13º dia |
| 28 dias | 14º dia | 10º ao 15º dia |
| 30 dias | 16º dia | 12º ao 17º dia |
| 32 dias | 18º dia | 14º ao 19º dia |
| 35 dias | 21º dia | 17º ao 22º dia |
Esses cálculos são estimativas. Estresse, doenças, viagens, alterações de sono, mudanças de peso e variações hormonais podem antecipar ou atrasar a ovulação.
Sinais que podem indicar proximidade da ovulação
Muco cervical fértil
Perto da ovulação, o muco cervical pode ficar:
- transparente;
- elástico;
- escorregadio;
- semelhante à clara de ovo;
- mais abundante.
Esse tipo de secreção favorece a mobilidade e a sobrevivência dos espermatozoides.
Teste de ovulação
Os testes urinários identificam o aumento do hormônio luteinizante, chamado LH. Esse aumento geralmente ocorre antes da ovulação.
Um resultado positivo sugere que a ovulação pode estar próxima, mas não confirma que ela realmente aconteceu.
Temperatura basal
Após a ovulação, a progesterona tende a elevar discretamente a temperatura corporal basal.
A medição deve ser feita:
- ao acordar;
- antes de levantar;
- no mesmo horário;
- com termômetro adequado;
- durante vários ciclos.
A temperatura basal é mais útil para confirmar retrospectivamente um padrão ovulatório do que para prever com precisão a ovulação daquele mesmo ciclo.
Dor ovulatória
Algumas mulheres percebem uma dor leve ou pontada em um dos lados do baixo ventre. Esse sinal, porém, não é suficientemente preciso quando utilizado sozinho.
Comparação dos métodos
| Método | Principal vantagem | Principal limitação |
|---|---|---|
| Calendário | Simples e gratuito | Menos confiável em ciclos irregulares |
| Muco cervical | Indica mudanças férteis em tempo real | Pode ser confundido com outras secreções |
| Teste de LH | Ajuda a prever a proximidade da ovulação | Não confirma que o óvulo foi liberado |
| Temperatura basal | Ajuda a reconhecer padrões | Geralmente confirma depois que a ovulação ocorreu |
| Ultrassonografia | Acompanhamento mais preciso | Exige avaliação médica e custo |
| Aplicativos | Facilitam registros | Previsões podem falhar |
Erro muito comum
Concentrar todas as relações em um único dia considerado “perfeito”.
É geralmente mais eficiente manter relações em vários dias da janela fértil do que tentar adivinhar uma única data.

4. Qual é a melhor frequência de relações?
Para maximizar as chances de concepção, a recomendação prática é manter relações:
- a cada um ou dois dias durante a janela fértil; ou
- regularmente a cada dois ou três dias ao longo do ciclo, quando o casal não deseja monitorar a ovulação.
A ASRM informa que relações a cada um ou dois dias durante a janela fértil ajudam a maximizar a fecundabilidade. (Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva)
É necessário ter relação todos os dias?
Não obrigatoriamente.
Para muitos casais, relações em dias alternados durante o período fértil são suficientes. Ter relações diariamente também pode ser uma opção quando isso não provoca cansaço, dor, queda do desejo ou pressão emocional.
Estratégia prática
Para um ciclo regular de 28 dias:
Dia 9 — relação
Dia 11 — relação
Dia 13 — relação
Dia 14 — relação opcional
Dia 15 — relação
Essa programação não precisa ser rígida. O objetivo é garantir que existam espermatozoides viáveis antes da liberação do óvulo.
Aplicação prática
Quando o controle excessivo do ciclo começa a provocar ansiedade, uma estratégia menos desgastante é manter relações duas ou três vezes por semana durante todo o mês.
5. Preparação pré-concepcional
A preparação para engravidar não deve começar apenas depois de um teste positivo.
A consulta pré-concepcional permite identificar riscos, ajustar tratamentos e melhorar as condições de saúde antes da gestação. O cuidado pré-gestacional pode incluir exame clínico, avaliação nutricional, revisão de medicamentos e controle de doenças existentes. (ACOG)
Checklist pré-concepcional
Saúde geral
- Agendar consulta ginecológica ou de atenção primária.
- Informar todas as doenças e cirurgias anteriores.
- Revisar medicamentos, suplementos e fitoterápicos.
- Atualizar vacinas conforme orientação profissional.
- Verificar pressão arterial.
- Avaliar saúde bucal.
- Investigar sintomas ginecológicos relevantes.
- Atualizar exames preventivos quando indicados.
- Avaliar risco de infecções sexualmente transmissíveis.
- Conversar sobre histórico familiar de doenças genéticas.
Condições crônicas que exigem atenção
- diabetes;
- hipertensão;
- epilepsia;
- doenças da tireoide;
- doenças autoimunes;
- cardiopatias;
- doença renal;
- transtornos psiquiátricos;
- obesidade;
- histórico de trombose.
Essas condições não significam necessariamente que a pessoa não possa engravidar. Entretanto, podem exigir estabilização clínica, mudança de medicamento ou acompanhamento especializado.
Medicamentos
Alguns medicamentos precisam ser substituídos, suspensos ou ajustados antes da gestação. Outros não devem ser interrompidos abruptamente.
Atenção: nunca suspenda antidepressivos, anticonvulsivantes, anti-hipertensivos, anticoagulantes ou qualquer tratamento contínuo por conta própria.
Vacinação
A revisão da carteira vacinal é importante porque determinadas vacinas podem ser indicadas antes da gravidez, enquanto outras não são aplicadas durante a gestação.
O NHS recomenda, por exemplo, verificar a proteção contra sarampo, caxumba e rubéola antes de tentar engravidar, além de avaliar rastreamento cervical e infecções sexualmente transmissíveis quando pertinente. (nhs.uk)
6. Ácido fólico e outros suplementos
Ácido fólico
O ácido fólico é uma forma da vitamina B9. Sua utilização antes da gravidez e nas primeiras semanas de gestação ajuda a reduzir o risco de defeitos do tubo neural.
O CDC recomenda que mulheres com possibilidade de engravidar obtenham diariamente 400 microgramas de ácido fólico. Como o tubo neural se desenvolve muito cedo, a suplementação deve começar antes da confirmação da gravidez. (CDC)
Orientação geral
| Situação | Conduta |
|---|---|
| Planejamento de gravidez sem fatores especiais conhecidos | Conversar com profissional sobre suplementação usual |
| Gravidez anterior com defeito do tubo neural | Pode ser necessária dose maior, somente sob prescrição |
| Uso de anticonvulsivantes | Avaliação médica obrigatória |
| Diabetes, obesidade ou condições específicas | A dose pode precisar ser individualizada |
| Cirurgia bariátrica ou má absorção | Avaliação nutricional e médica |
Doses elevadas não devem ser utilizadas apenas porque parecem “mais fortes”. A dose adequada depende do histórico clínico.
Outros suplementos
Ferro, vitamina D, iodo, vitamina B12, ômega-3 e outros nutrientes podem ser indicados em situações específicas, mas não devem ser prescritos de maneira genérica para todas as tentantes.
Erro muito comum
Combinar vários suplementos “para fertilidade” sem considerar:
- duplicidade de vitaminas;
- doses excessivas;
- interações medicamentosas;
- ausência de evidências;
- risco de toxicidade;
- custo desnecessário.
7. Alimentação e fertilidade
Não existe um alimento isolado capaz de provocar ovulação, desobstruir trompas ou garantir uma gravidez.
O objetivo de uma alimentação favorável à saúde reprodutiva é fornecer nutrientes adequados, apoiar o metabolismo e ajudar no controle de condições que possam interferir na ovulação ou na qualidade seminal.
Padrão alimentar recomendado
Priorize:
- verduras e legumes variados;
- frutas;
- feijões e outras leguminosas;
- cereais integrais;
- proteínas magras;
- ovos bem preparados;
- peixes adequados ao consumo;
- castanhas em quantidades moderadas;
- azeite e outras fontes de gorduras insaturadas;
- água;
- alimentos minimamente processados.
Reduza:
- bebidas açucaradas;
- excesso de doces;
- frituras frequentes;
- alimentos ultraprocessados;
- gorduras trans;
- excesso de sódio;
- consumo exagerado de cafeína;
- álcool.
Modelo de prato equilibrado
| Parte do prato | Exemplos |
|---|---|
| Metade | Verduras e legumes |
| Um quarto | Arroz integral, batata, mandioca, quinoa ou outro carboidrato |
| Um quarto | Feijão, peixe, frango, carne magra, ovos ou outra proteína |
| Complemento | Fruta ou pequena porção de gordura saudável |
Alimentos “milagrosos” para engravidar
Não há evidência de que itens como inhame, água inglesa, chás específicos, sucos detox ou misturas caseiras garantam ovulação ou concepção.
Alguns chás e fitoterápicos podem interferir em hormônios, coagulação, fígado ou medicamentos. “Natural” não significa necessariamente seguro.
8. Peso corporal, atividade física e sono
Tanto o baixo peso quanto o excesso de peso podem interferir na ovulação, no equilíbrio hormonal e nos resultados de tratamentos reprodutivos.
Isso não significa que toda pessoa acima ou abaixo de determinado peso será infértil. A relação é individual e deve ser analisada sem culpa ou estigmatização.
Atividade física
A prática regular de exercícios pode contribuir para:
- saúde cardiovascular;
- controle metabólico;
- qualidade do sono;
- redução do estresse;
- manutenção de massa muscular;
- bem-estar emocional.
Exercício excessivo associado a ingestão calórica insuficiente, perda de peso importante ou ausência de menstruação pode prejudicar a ovulação.
Sono
Sono insuficiente e horários muito irregulares podem afetar bem-estar, desejo sexual e metabolismo.
Boas práticas incluem:
- manter horários relativamente regulares;
- reduzir telas antes de dormir;
- evitar cafeína no fim do dia;
- tratar ronco intenso e suspeita de apneia;
- buscar avaliação para insônia persistente.
9. Hábitos que podem prejudicar a fertilidade
Tabagismo
O cigarro está associado a prejuízos à saúde reprodutiva feminina e masculina. Também aumenta riscos durante a gravidez.
Isso inclui:
- cigarro convencional;
- exposição frequente à fumaça;
- cigarros eletrônicos;
- produtos com nicotina.
Álcool
Ao planejar uma gravidez, a conduta mais segura para a pessoa que pode engravidar é evitar álcool, já que a gestação pode existir antes do atraso menstrual.
No homem, consumo excessivo também pode interferir na saúde geral, função sexual e parâmetros seminais.
Drogas recreativas
Maconha, cocaína, esteroides anabolizantes e outras substâncias podem prejudicar fertilidade, função hormonal, comportamento sexual e segurança gestacional.
Esteroides anabolizantes
Em homens, anabolizantes podem reduzir ou interromper a produção de espermatozoides. A recuperação após a suspensão pode levar meses e nem sempre é imediata.
Calor testicular
Exposição frequente e prolongada a calor intenso pode afetar temporariamente a produção espermática.
Possíveis fontes:
- saunas frequentes;
- banhos excessivamente quentes;
- equipamentos aquecidos sobre o colo;
- determinadas exposições ocupacionais.
Lubrificantes
Alguns lubrificantes comuns podem reduzir a mobilidade dos espermatozoides em testes laboratoriais.
Quando houver necessidade de lubrificação, o casal pode conversar com um profissional sobre produtos formulados para serem compatíveis com tentativas de concepção.

10. Fertilidade feminina e idade
A idade é um dos fatores mais relevantes para a fertilidade feminina.
A quantidade e a qualidade dos óvulos diminuem progressivamente ao longo do tempo. A queda tende a se tornar mais acentuada a partir da metade da década dos 30 anos.
O ACOG informa que a fertilidade começa a diminuir por volta dos 30 anos e que essa redução se acelera a partir da metade dos 30. Aos 45 anos, a gravidez natural torna-se improvável para a maioria das mulheres. (ACOG)
Idade e reprodução: visão prática
| Faixa etária | Tendência geral |
|---|---|
| Até o fim dos 20 anos | Maior potencial reprodutivo médio |
| Início dos 30 | Redução gradual |
| 35 a 39 anos | Queda mais perceptível |
| 40 anos ou mais | Menor chance natural e maior urgência na avaliação |
| Após 45 anos | Gravidez natural torna-se incomum |
Essas são tendências populacionais. Elas não preveem exatamente o que acontecerá com uma pessoa específica.
Reserva ovariana
A reserva ovariana representa, de forma simplificada, a quantidade de folículos remanescentes nos ovários.
Ela pode ser avaliada por recursos como:
- hormônio anti-mülleriano;
- contagem de folículos antrais por ultrassom;
- FSH e estradiol em situações selecionadas.
Esses exames não funcionam como um “teste definitivo de fertilidade”. Uma reserva reduzida não significa impossibilidade absoluta de gravidez, e uma reserva considerada adequada não garante concepção.
11. Fertilidade masculina
A investigação não deve se concentrar apenas na mulher.
Alterações masculinas podem participar de muitos casos de dificuldade para engravidar. Por isso, quando há indicação de investigação, os dois parceiros devem ser considerados.
Fatores que podem interferir
- varicocele;
- infecções;
- alterações hormonais;
- criptorquidia;
- trauma ou cirurgia testicular;
- uso de anabolizantes;
- quimioterapia;
- tabagismo;
- obesidade;
- calor excessivo;
- alterações genéticas;
- disfunção erétil ou ejaculatória;
- determinados medicamentos.
Espermograma
O espermograma avalia características como:
- volume;
- concentração;
- número total de espermatozoides;
- motilidade;
- morfologia;
- vitalidade, quando indicada.
Um único resultado alterado nem sempre estabelece diagnóstico definitivo. Os parâmetros podem variar, e o médico pode solicitar repetição do exame.
Dica do especialista
A formação de novos espermatozoides leva várias semanas. Mudanças de estilo de vida não costumam produzir resultados imediatos no espermograma.
12. Condições que podem dificultar a gravidez
Síndrome dos ovários policísticos
A síndrome dos ovários policísticos, ou SOP, pode causar:
- ciclos irregulares;
- ausência ou redução de ovulação;
- acne;
- aumento de pelos;
- alterações metabólicas;
- dificuldade para engravidar.
A OMS descreve a SOP como uma causa importante de anovulação e infertilidade. (Organização Mundial da Saúde)
Ter ovários com aparência policística no ultrassom, isoladamente, não é suficiente para confirmar a síndrome.
Endometriose
A endometriose ocorre quando tecido semelhante ao endométrio cresce fora do útero.
Pode estar associada a:
- cólicas intensas;
- dor durante relações;
- dor pélvica crônica;
- alterações intestinais ou urinárias cíclicas;
- dificuldade para engravidar.
A OMS estima que a endometriose afete aproximadamente 10% das mulheres em idade reprodutiva. (Organização Mundial da Saúde)
Alterações nas trompas
As trompas podem ser afetadas por:
- infecções pélvicas;
- clamídia;
- cirurgias;
- endometriose;
- gravidez ectópica anterior;
- aderências.
Quando ambas as trompas estão completamente obstruídas, o encontro natural entre óvulo e espermatozoide pode não acontecer.
Miomas e pólipos
Nem todo mioma causa infertilidade. O impacto depende da localização, tamanho e deformação da cavidade uterina.
Pólipos endometriais também podem exigir avaliação individualizada.
Alterações da tireoide
Tanto hipotireoidismo quanto hipertireoidismo podem interferir no ciclo menstrual, ovulação e evolução da gravidez.
Hiperprolactinemia
Níveis elevados de prolactina podem causar:
- ciclos irregulares;
- ausência de menstruação;
- redução da ovulação;
- saída de leite pelas mamas fora da amamentação.
Insuficiência ovariana
A insuficiência ovariana primária ocorre quando a função dos ovários diminui antes dos 40 anos.
Sintomas possíveis:
- menstruação irregular ou ausente;
- ondas de calor;
- secura vaginal;
- dificuldade para engravidar.
Fatores masculinos
Baixa concentração, mobilidade reduzida, alterações morfológicas importantes, obstruções e falhas na produção de espermatozoides também podem dificultar a concepção.
13. Exames utilizados na investigação
A investigação deve ser direcionada pelo histórico do casal. Solicitar uma grande quantidade de exames sem indicação pode aumentar custos e gerar interpretações inadequadas.
Avaliação feminina
Pode incluir:
- histórico menstrual;
- confirmação de ovulação;
- ultrassonografia transvaginal;
- avaliação da reserva ovariana;
- exames hormonais selecionados;
- avaliação das trompas;
- análise da cavidade uterina;
- investigação de endometriose;
- testes genéticos em situações específicas.
Avaliação masculina
Pode incluir:
- história clínica e reprodutiva;
- exame físico;
- espermograma;
- dosagens hormonais;
- ultrassonografia;
- testes genéticos, quando indicados.
Exames e objetivos
| Exame | O que pode avaliar |
|---|---|
| Espermograma | Quantidade e características dos espermatozoides |
| Ultrassom transvaginal | Ovários, útero, folículos, miomas e outras alterações |
| Hormônio anti-mülleriano | Marcador de reserva ovariana |
| FSH e estradiol | Função ovariana em contexto específico |
| Progesterona | Evidência indireta de ovulação |
| TSH | Função da tireoide |
| Prolactina | Alterações hormonais que podem afetar ovulação |
| Histerossalpingografia | Permeabilidade das trompas e formato da cavidade uterina |
| Histeroscopia | Visualização interna do útero |
| Testes genéticos | Condições selecionadas |
Atenção
Nenhum exame deve ser interpretado isoladamente. Resultado “normal” não garante gravidez, assim como um resultado alterado não significa esterilidade definitiva.
14. Tratamentos disponíveis
O tratamento depende da causa, da idade, do tempo de tentativa, dos exames e dos objetivos reprodutivos.
Mudanças de estilo de vida
Podem ser recomendadas quando existem:
- tabagismo;
- uso de anabolizantes;
- consumo excessivo de álcool;
- baixo peso;
- obesidade;
- sedentarismo;
- sono inadequado;
- exposição ocupacional.
Indução da ovulação
Medicamentos podem ser utilizados para estimular ou regular a ovulação em condições específicas.
Esses tratamentos precisam de prescrição e, em muitos casos, monitoramento por ultrassonografia.
Tomar indutores por conta própria pode aumentar riscos como:
- gestação múltipla;
- cistos;
- resposta ovariana excessiva;
- tratamento inadequado da causa real.
Cirurgias
Podem ser indicadas em situações selecionadas, como:
- determinados pólipos;
- miomas específicos;
- alterações uterinas;
- algumas obstruções;
- endometriose;
- varicocele em contextos definidos.
Inseminação intrauterina
Na inseminação, espermatozoides preparados em laboratório são colocados dentro do útero no período próximo à ovulação.
Pode ser considerada quando existem:
- alterações seminais leves;
- infertilidade sem causa aparente;
- dificuldade de relação sexual;
- uso de sêmen de doador;
- condições cervicais selecionadas.
Fertilização in vitro
Na fertilização in vitro, os óvulos são obtidos dos ovários e fecundados em laboratório. Depois, um embrião é transferido para o útero.
O NHS descreve a fertilização in vitro como um tratamento no qual os óvulos são fecundados em laboratório e o embrião é colocado no útero. (nhs.uk)
Pode ser indicada em situações como:
- obstrução tubária;
- alterações seminais importantes;
- idade reprodutiva mais avançada;
- falha de outros tratamentos;
- baixa reserva ovariana;
- necessidade de teste genético embrionário em casos selecionados.
Comparação resumida
| Tratamento | Complexidade | Indicações possíveis |
|---|---|---|
| Relações programadas | Baixa | Ovulação presente e ausência de fatores graves |
| Indução da ovulação | Baixa a moderada | Distúrbios ovulatórios |
| Inseminação intrauterina | Moderada | Alterações leves ou situações específicas |
| Fertilização in vitro | Alta | Alterações tubárias, masculinas importantes ou outros fatores |
| Cirurgia | Variável | Alterações anatômicas selecionadas |
15. Mitos sobre como engravidar
“É preciso ficar com as pernas para cima”
Não há evidência de que elevar as pernas após a relação aumente significativamente a chance de gravidez.
Os espermatozoides capazes de entrar no colo do útero começam esse deslocamento rapidamente. O líquido que escorre depois da relação não representa a perda de todos os espermatozoides.
“Existe uma posição sexual ideal”
Não há uma posição comprovadamente superior para casais sem limitações anatômicas ou sexuais específicas.
“Orgasmo feminino é obrigatório”
O orgasmo feminino não é requisito para a fecundação.
“Ter relação todos os dias enfraquece o esperma”
Para a maioria dos homens sem alterações seminais importantes, relações diárias durante alguns dias da janela fértil não eliminam as chances de gravidez.
“Aplicativo sabe exatamente o dia da ovulação”
Aplicativos fazem estimativas baseadas em ciclos anteriores. Eles não observam diretamente a liberação do óvulo.
“Quem já engravidou uma vez não pode ter infertilidade”
É possível desenvolver infertilidade secundária, isto é, dificuldade de engravidar depois de uma gestação anterior.
“Ansiedade é a única razão para não engravidar”
O sofrimento emocional pode afetar qualidade de vida, desejo e frequência das relações, mas não deve ser utilizado para culpabilizar tentantes ou substituir investigação médica.
“Chás naturais são sempre seguros”
Algumas plantas podem ter efeitos hormonais, uterinos, hepáticos ou medicamentosos. O uso indiscriminado deve ser evitado.

16. Plano de ação para tentantes
Etapa 1 — Antes de tentar
- Agende consulta pré-concepcional.
- Revise medicamentos e vacinas.
- Inicie o ácido fólico na dose orientada.
- Suspenda tabagismo e drogas.
- Evite álcool.
- Organize alimentação, sono e atividade física.
- Controle doenças crônicas.
- Converse sobre histórico familiar e reprodutivo.
Etapa 2 — Conheça o ciclo
Durante dois ou três meses, registre:
- primeiro dia da menstruação;
- duração do ciclo;
- características do muco;
- testes de ovulação, quando utilizados;
- relações sexuais;
- sintomas relevantes.
Etapa 3 — Distribua as relações
Escolha uma das estratégias:
Estratégia simples
Relações a cada dois ou três dias durante todo o ciclo.
Estratégia direcionada
Relações a cada um ou dois dias durante os cinco dias anteriores à ovulação estimada e no período próximo à ovulação.
Etapa 4 — Evite intervenções sem orientação
Não utilize por conta própria:
- indutores de ovulação;
- progesterona;
- testosterona;
- anabolizantes;
- doses elevadas de ácido fólico;
- fitoterápicos;
- fórmulas manipuladas;
- hormônios “naturais”.
Etapa 5 — Defina quando procurar ajuda
Considere idade, regularidade menstrual e fatores de risco. Não espere o prazo habitual quando houver sinais de possível alteração.
17. Quando procurar ajuda médica
Procure avaliação antes de completar 12 meses de tentativas quando existir:
- idade igual ou superior a 35 anos;
- idade acima de 40 anos;
- menstruação ausente;
- ciclos muito irregulares;
- sangramento menstrual muito intenso;
- cólicas incapacitantes;
- dor durante as relações;
- histórico de endometriose;
- infecção pélvica;
- gravidez ectópica anterior;
- cirurgia pélvica;
- quimioterapia ou radioterapia;
- duas ou mais perdas gestacionais;
- alteração conhecida no útero ou nas trompas;
- doença genética;
- dificuldade de ereção ou ejaculação;
- cirurgia ou trauma testicular;
- uso de anabolizantes;
- espermograma alterado.
O ACOG orienta avaliação após seis meses para mulheres com mais de 35 anos e avaliação mais imediata para aquelas acima de 40 anos. (ACOG)
18. Perguntas frequentes
Quanto tempo depois de parar o anticoncepcional posso engravidar?
Para muitos métodos, a fertilidade pode retornar rapidamente. O tempo varia conforme o método utilizado e as características individuais.
O anticoncepcional injetável de longa duração pode apresentar retorno mais demorado da ovulação em comparação com outros métodos.
Posso engravidar logo após retirar o DIU?
Sim. A fertilidade pode retornar rapidamente após a retirada do DIU de cobre ou hormonal.
Menstruar todos os meses significa que estou ovulando?
Nem sempre. Ciclos regulares tornam a ovulação mais provável, mas não a garantem em todos os meses.
Ciclo irregular impede gravidez?
Não necessariamente, mas pode dificultar a identificação da janela fértil e indicar ovulação irregular.
É possível engravidar fora do período fértil calculado?
Sim. O cálculo pode estar incorreto, a ovulação pode mudar de data e os espermatozoides podem sobreviver por vários dias.
Qual é o melhor dia para engravidar?
Os dias anteriores à ovulação e o próprio dia da ovulação concentram as maiores chances. Como não é possível prever o momento exato em casa, recomenda-se distribuir as relações pela janela fértil.
Preciso ter relações todos os dias?
Não. Relações a cada um ou dois dias durante a janela fértil costumam ser suficientes.
Posso usar teste de ovulação com ciclo irregular?
Pode ser utilizado, mas talvez sejam necessários mais testes e a interpretação pode ser mais difícil. Na SOP, por exemplo, o LH pode permanecer elevado ou apresentar múltiplos picos.
Sangramento leve significa implantação?
Um pequeno sangramento pode ter várias causas. Não é possível confirmar implantação apenas por esse sintoma.
Quando fazer o teste de gravidez?
O teste é mais confiável a partir do atraso menstrual. Testes muito precoces podem gerar resultado falso negativo.
Um teste negativo pode virar positivo?
Sim. Isso pode acontecer quando o exame foi realizado antes de o hCG atingir nível detectável.
É necessário repousar depois da relação?
Não há necessidade de repouso prolongado para aumentar as chances de concepção.
Cafeína impede gravidez?
O consumo moderado não significa infertilidade. Entretanto, excessos devem ser evitados, especialmente no planejamento e durante a gestação.
Estresse causa infertilidade?
O estresse pode prejudicar o bem-estar, a vida sexual e a adesão às tentativas, mas não deve ser apontado automaticamente como causa única.
Quem tem SOP consegue engravidar?
Sim. Muitas mulheres com SOP engravidam espontaneamente ou com tratamento para regular a ovulação.
Quem tem endometriose consegue engravidar?
Sim. O impacto varia conforme idade, gravidade, localização das lesões, trompas, reserva ovariana e fatores masculinos.
Um espermograma ruim significa esterilidade?
Não obrigatoriamente. O resultado precisa ser interpretado no contexto clínico e, em alguns casos, repetido.
Existe vitamina para melhorar os óvulos?
Não existe suplemento comprovado capaz de rejuvenescer óvulos ou reverter completamente o efeito da idade ovariana.
É possível melhorar a qualidade do sêmen?
Alguns fatores modificáveis podem ser tratados, mas o resultado depende da causa. Mudanças de estilo de vida não substituem investigação quando o espermograma está alterado.
19. Glossário
Anovulação: ausência de liberação do óvulo.
Blastocisto: estágio do embrião alcançado alguns dias após a fecundação.
Concepção: processo que envolve fecundação e início da gestação.
Endométrio: camada interna do útero onde o embrião se implanta.
Fecundabilidade: probabilidade de ocorrer gravidez em determinado ciclo.
Fecundação: união entre óvulo e espermatozoide.
Folículo: estrutura ovariana que contém o óvulo em desenvolvimento.
hCG: hormônio produzido após o início da implantação e detectado nos testes de gravidez.
Implantação: fixação inicial do embrião no endométrio.
Infertilidade primária: dificuldade para engravidar sem gestação anterior.
Infertilidade secundária: dificuldade para engravidar após uma gestação anterior.
Janela fértil: intervalo de dias em que uma relação pode resultar em fecundação.
LH: hormônio luteinizante, cujo aumento precede a ovulação.
Morfologia espermática: avaliação do formato dos espermatozoides.
Motilidade: capacidade de movimentação dos espermatozoides.
Ovulação: liberação do óvulo pelo ovário.
Reserva ovariana: estimativa da quantidade de folículos remanescentes.
SOP: síndrome dos ovários policísticos.
20. Resumo executivo
Principais ideias
- A gravidez depende de ovulação, trompas funcionais, espermatozoides adequados, fecundação e implantação.
- O período mais fértil compreende especialmente os dias anteriores à ovulação.
- Relações a cada um ou dois dias durante a janela fértil costumam maximizar as chances.
- Não é obrigatório ter relações diariamente.
- Aplicativos fazem estimativas e podem errar.
- O ácido fólico deve ser iniciado antes da gravidez, na dose orientada.
- Tabagismo, anabolizantes, drogas e consumo excessivo de álcool podem prejudicar a saúde reprodutiva.
- A investigação deve considerar os dois parceiros.
- A idade feminina exerce forte influência sobre a quantidade e a qualidade dos óvulos.
- Medicamentos para ovulação não devem ser utilizados sem acompanhamento.
- Nem posições sexuais, nem repouso, nem alimentos milagrosos garantem gravidez.
- A avaliação costuma ser indicada após 12 meses para mulheres abaixo de 35 anos e após seis meses a partir dos 35.
- Acima dos 40 anos ou na presença de fatores de risco, a consulta deve ocorrer mais cedo.
Checklist final
- Realizei uma consulta pré-concepcional.
- Revisei vacinas e medicamentos.
- Iniciei ácido fólico conforme orientação.
- Conheço aproximadamente a duração dos meus ciclos.
- Identifico a janela fértil sem depender apenas de aplicativo.
- Mantenho relações regulares.
- Evito cigarro, drogas e anabolizantes.
- Limito ou evito álcool.
- Mantenho alimentação e sono adequados.
- Não utilizo hormônios ou fitoterápicos por conta própria.
- Sei em qual momento devo procurar ajuda.
- Entendo que a investigação deve incluir ambos os parceiros.
Próximos passos
- Marque uma consulta pré-concepcional.
- Registre seus ciclos menstruais.
- Inicie as medidas de saúde recomendadas.
- Distribua as relações durante o período fértil.
- Evite tratamentos caseiros sem comprovação.
- Procure avaliação no prazo apropriado para sua idade e histórico.
- Cuide da saúde emocional durante o processo.
A tentativa de engravidar não deve ser tratada como uma prova de desempenho. O tempo até a concepção varia, e dificuldades reprodutivas não são culpa de uma pessoa ou de um casal. Informação correta, acompanhamento profissional e decisões individualizadas oferecem um caminho mais seguro para quem deseja construir uma família.
Leituras e instituições recomendadas
Para aprofundamento, priorize materiais de:
Este conteúdo foi elaborado com base em informações e recomendações publicadas por instituições de saúde, entidades médicas e sociedades científicas reconhecidas, incluindo:
- Organização Mundial da Saúde — https://www.who.int/health-topics/infertility
- Ministério da Saúde — https://www.gov.br/pt-br/temas/saude-reprodutiva-da-mulher
- FEBRASGO — https://www.febrasgo.org.br/
- Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida — https://sbra.com.br/
- Conselho Federal de Medicina — https://portal.cfm.org.br/busca-medicos/
- ACOG — https://www.acog.org/
- ASRM — https://www.asrm.org/
- CDC — https://www.cdc.gov/folic-acid/about/index.html
- NHS — https://www.nhs.uk/pregnancy/trying-for-a-baby/trying-to-get-pregnant/
As recomendações médicas podem ser atualizadas. A leitora deve consultar as versões mais recentes das diretrizes e buscar avaliação individualizada com profissionais devidamente registrados.
